Foto: Edlena Barros

Entre 2018 e 2020, o projecto Energia ajudou a plantar 17 mil mudas de plantas. Este projecto integrado de gestão sustentável das bacias hidrográficas é financiado pelo Fundo para o Ambiente Global (GEF) em São Tomé e Príncipe através do PNUD. A plantação foi feita em 186 hectares de terras pertencentes a agricultores de São Tomé e da Região Autónoma do Príncipe com o objectivo de ajudar a recuperar o parque florestal nacional.

Claudino Faro é umas das quatro comunidades que participam desta campanha de reflorestação. Na comunidade vivem cerca de 500 habitantes que têm na agricultura a principal fonte de rendimento familiar. A Banana pão, Cacau, Matabala, fruta pão são alguns dos principais produtos cultivados na comunidade que nem sempre chegam facilmente ao mercado. A comunidade enfrenta vários problemas com escoamento dos produtos, pois a estrada não oferece boas condições para a contínua circulação de veículos.

Maria de Fátima é Presidente da Associação das Mulheres Agricultoras de São Tomé, empresária, agricultora e líder da comunidade de Claudino Faro. Nos dois hectares de terra que possui em Claudino Faro, Maria de Fátima produz cacaueiros, bananeiras, matabaleiras, fruteiras mandioqueiras árvores de frutos diversos como safuzeiro, abacateiros, laranjeiras e mangueiras. Durante a primeira fase de reflorestação realizada em 2018, Maria de Fátima recebeu 45 mudas de gmelina, cidrela, gôgô, amoreira, pau mole e acácia, grande parte delas de crescimento rápido e por isso com maior valor comercial.

“Como pode ver, as plantas hoje já são árvores. Quer dizer que eu tratei delas e estão a crescer bem. Já tivemos uma primeira fase e as plantas hoje já são arvores crescidas. Tivemos uma segunda fase com novos agricultores e a equipa técnica da direção das Florestas vai passar brevemente para ver o crescimento das plantas”, disse ela.

Claudino Faro e as outras comunidades reflorestadas haviam sido identificadas pela Direcção das Florestas e da Biodiversidade e foram escolhidas para o projecto alto índice de abate indiscriminado de árvores já identificados.  “Por isso, antes de começarmos a distribuir as mudas de plantas aos agricultores, fizemos um trabalho de sensibilização pois, já conhecíamos a degradação florestal que existia nessas comunidades”, disse João Fernandes, técnico da Direcção das Florestas e da Biodiversidade.

O trabalho de sensibilização também envolveu incentivar os agricultores a plantarem muito mais plantas do que aquelas que receberam. Um resultado amplamente alcançado pela campanha. “Fornecemos 45 mudas aos agricultores e quando fomos visitar os agricultores muitos tinham plantado muito mais do que isso, 55, 60 e isso foi muito bom para nós”, afirmou João Fernandes.

“Quando me deram este terreno ele tinha muitas árvores. Pedi autorização e cortei algumas para fazer uma casa bem grande. Agora eu tenho de plantar também para que os meus filhos possam fazer o mesmo. Isto é um investimento. E assim também ajudo o ambiente. Todos ganhamos” disse Maria de Fátima.

Na definição das espécies que seriam utilizadas para a reflorestação, os técnicos optaram por utilizar plantas de valor comercial (com rápido crescimento) e de valor não comercial (crescimento mais lento e mais afectado pelo abate ilegal).

Para o plantio das árvores, os técnicos da Direcção das Florestas e da Biodiversidade foram responsáveis por definir e ensinar aos agricultores a tratarem do terreno para receber as novas plantas e os cuidados iniciais a ter para garantir uma alta taxa de sobrevivência.

Ao participarem da campanha, os agricultores passam também a ser agentes de sensibilização comunitária contra o abate ilegal. “Nós falamos com as pessoas que cortam ilegalmente, e em último caso avisamos a DFB quando ouvimos motosserra na floresta”, disse ­Maria Tavares, agricultora e beneficiária de mudas de plantas em Claudino Faro.

A gestão integrada de terras

A reflorestação é uma das actividades principais da componente 3 do projecto “Gestão de Terras e de Recursos Naturais. Ao longo dos anos últimos anos, São Tomé e Príncipe vem sofrendo com a crescente desflorestação o que torna imperioso promover a reflorestação no país.

“O projecto em parceria com a DFB identificou áreas de florestas de sombras nas comunidades adjacentes às bacias hidrográficas com potencialidade para o desenvolvimento de projectos hidroeléctricos. O objectivo desta actividade é sensibilizar estas comunidades para a proteção ambiental assim como no uso racional dos recursos florestais”, disse Belizardo Neto, coordenador nacional do projecto.

Até agora, a equipa considera promissor o resultado obtido. Já foram reflorestados 186 hectares, com uma taxa de sucesso que ronda os 85%, e “com grande envolvimento dos agricultores e dos técnicos nacionais”.

Segundo Belizardo Neto, para este ano o foco será a monitorização das áreas reflorestadas “a fim de quantificar a sua contribuição em termos de sequestro de carbono”.

O projecto Energia aposta na formação e capacitação dos agricultores e detentores de terra para atingir o objectivo chave da componente 3: garantir uma gestão integrada de terras através de técnicas agrícolas sustentáveis. Alguns dos indicadores usados são o número de agricultores formados em boas práticas e o aumento de ganhos pelas culturas no âmbito da gestão sustentável de terras agrícolas. Este projecto também pretende despertar a consciência de todos para os problemas ambientais que o país enfrenta, em especial a desflorestação, dotando as comunidades de meios para mitigar esta situação.

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