Foto: Edlena Barros

A pandemia de COVID-19 interrompeu serviços essenciais de saúde mental em 93% dos países, apesar de um aumento da demanda. A constatação foi afirmada no novo estudo publicado pela Organização Mundial da Saúde, OMS, no 5 de outubro.

O estudo resultou de uma pesquisa realizada em 130 países e fornece os primeiros dados globais que mostram o impacto da pandemia no acesso aos serviços de saúde mental, destacando a necessidade urgente de mais financiamento.

Em São Tomé e Príncipe, não obstante os esforços para melhorar este sector, “o país ainda carece de recursos que respondam a desafios”, como afirmou a Presidente da Associação Psicólogos, APSTP, Raquel Moreno. “O reduzido número de psiquiatras e psicólogos existentes no país, o baixo índice de técnicos qualificados na saúde mental e a rotura no stock da medicação psiquiátrica condicionam de modo significativo o tratamento realizado junto aos doentes e reduz a capacidade de resposta no que concerne à prevenção da doença mental”, afirmou Raquel Moreno.

Antes da pandemia, os países gastavam menos de 2% dos seus orçamentos nacionais de saúde para lidar com a área mental. Agora, a pandemia está aumentando a demanda por esses serviços, sem, no entanto, aumentar os gastos nacionais para suprir essa necessidade. Em São Tomé e Príncipe a Associação dos Psicólogos em parceria com o Ministério da Saúde e financiamento do PNUD, começou em setembro de 2020, o Projeto do “SOS Saúde Mental COVID-19”. Uma iniciativa pensada com o objetivo de minimizar o impacto emocional e psicológico da COVID-19 na população santomense durante o contexto pandémico.

O Projeto “SOS SAÚDE MENTAL” tem como público-alvo as pessoas suspeitas de terem contraído a COVID-19, as que contraíram a COVID-19, os técnicos da área da saúde e outros que se encontram na linha da frente no combate à pandemia e seus familiares.

Desde o início das atividades, os 10 psicólogos que integram o projeto, têm realizado atendimentos telefónicos e presenciais onde se evidencia a necessidade de realizar apoio emocional e psicológico pontuais e continuados aos que recorrem a esse serviço.

As principais queixas apresentadas, aquando do primeiro contacto com a linha SOS SAÚDE MENTAL, revelam a existência de problemas psicológicos relacionados com a perda do poder económico-financeiro, o desemprego, a frustração associada à diminuição da autonomia financeira e à dependência de terceiros para a sobrevivência da família, à incapacidade de resposta aos desafios do dia-a-dia como o aumento dos conflitos intrafamiliares, à dificuldade em lidar com as emoções negativas e as incertezas face ao futuro que precipitam o surgimento de comportamentos desajustados e instalação de quadros psicológicos mais graves associados ao contexto pandémico.

“O aumento do número diário das chamadas reforça a necessidade de continuidade das campanhas de sensibilização que reforce a procura deste novo serviço para a resolução destes problemas” afirmou a presidente da Associação dos Psicólogos de STP, Raquel Moreno.

As consultas através do “SOS Saúde mental” podem ser presenciais, por chamada telefónica ou por vídeo conferência o que irá “garantir que todos possam ter acesso ao apoio que precisam neste momento”. Em média a Associação tem contabilizado 5-6 chamadas por dia, desde o arranque das atividades.

A organização Mundial da Saúde alerta de que o luto, isolamento, perda de renda e medo estão a causar novos problemas ou a agravar os que já existiam. As consequências deste problema são visíveis não apenas nos dados sociais, mas também ao nível económico. Estima-se que a depressão e a ansiedade custam à economia global US$ 1 trilhão ao ano.

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